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SUGGERERE

5 mar

ENTRETELAS

Categoria: Filme

Filadélfia

Título original: Philadelphia;

Direção: Jonathan Demme;

Gênero: Drama;

Duração: 125 min.;

Ano: 1993.

      Filadélfia (título original Philadelphia) é um filme de 1993 dirigido por Jonathan Demme, e conta a estória de Andrew Beckett (Tom Hanks) um jovem advogado considerado brilhante em seu trabalho, mas acaba demitido da grande empresa de advocacia da qual faz parte. Acreditando que o real motivo para a sua demissão foi mascarado pela alegação de que seu trabalho não seria satisfatório, Andrew contrata o advogado Joe Miller (Denzel Washington) para processar seus antigos empregadores e provar que na verdade foi demitido por ter AIDS.

Joe Miller, um tipo de advogado que pega qualquer causa que enseje um pedido de indenização, ao ouvir o caso de Andrew – que resolve procura-lo após ouvir “não” de nove advogados –, sua primeira reação é também recusar. O fato é que o personagem de Denzel Washington sofre de um dos maiores males que afetam o ser humano: o preconceito! Mas, após assistir a uma inequívoca cena de descriminação contra Andrew na biblioteca, em que pese aos seus valores morais, Joe Miller decide por aceitar a causa do jovem advogado.

É importante destacar que o personagem de Tom Hanks é um homossexual, com AIDS e vivendo no início dos anos 90. O próprio Andrew em uma de suas falas perante o júri declara que o fato de ser portador de um vírus fatal como o HVI lhe traria a morte certa, mas carregava a certeza maior de que a “morte social” lhe precederia a morte física. Consciente de que o preconceito poderia guiar a decisão dos jurados, Joe, em suas alegações iniciais, faz um certo apelo aos homens e mulheres do júri: que não está jogo naquela situação o que Andrew faz na sua vida íntima, que se discute naquele júri o descumprimento de uma lei.

E é sobre a luta judicial de Andrew Beckett para limpar seu nome e provar ter sido vítima de preconceito e, ao mesmo tempo, sobre o embate pessoal de Joe Miller para vencer seus próprios medos e preconceitos que se desenrolam todos os fatos de “Filadélfia”. Um filme de quase 20 anos, mas que ainda não deixou de ser atual. Um filme que vai além de sua natural função de entreter, faz mais, ensina, deixa lições preciosíssimas, tal qual a declaração de Andrew ao afirma que seu amor pela lei reside no fato de às vezes ela lhe proporcionar a oportunidade de fazer justiça. É disso que fala Filadélfia: FAZER JUSTIÇA! Um filme que vale a pena ser visto, revisto e visto mais uma vez!

Eleições para o Centro Acadêmico do curso de Direito

26 abr

Duas chapas disputam  as eleições para o CA de Direito esse ano, enriquecendo o debate de idéias, instigando o alunado a pensar e repensar prioridades, metas, acertos e erros de gestões anteriores.

O debate tomou proporções interessantes, avançou pelo mundo virtual, mas a ele não se limitou, acima de tudo houve a presença dos representantes das chapas nos corredores e salas de aula da Universidade.

Seguem os twitters e blogs das chapas:

@depenochao                  http://depenochaoufrn.blogspot.com/

@ahoraeagoraufrn         http://ahoraeagoraufrn.wordpress.com/

E, como imparcialidade não faz parte da ideologia do Entrelinhas Jurídicas, tomamos partido sim e apoiamos a Chapa 02 (De Pé No Chão). Pelo simples motivo de ser nela a que encontramos maior representatividade para o nosso pensamento enquanto estudantes e enquanto cidadãos.

Para ler as propostas da @depenochao acessem: http://depenochaoufrn.blogspot.com/2011/04/estas-sao-as-propostas-da-chapa2-de-pe.html . E não se esqueçam, amanhã votem na chapa 02!

SUGGERERE

23 fev

ENTRETELAS

Categoria: Filme

A Jurada (The Juror)

A Jurada é um filme de Brian Gibson produzido em meados da década de 90. “Um suspense psicologicamente hipnotizante”, como o próprio encarte sugere.

Trata-se de uma artista plástica que resolveu concordar em participar de um júri popular, pois achava que aquilo não traria grandes complicações para ela, muito pelo contrário, cuidaria de tirá-la da monotonia, tornando sua vida mais excitante. Para ela, não tinha nada de perigoso na tarefa de jurado. A justiça lhes promete anonimato em troca de um voto que diga CULPADO ou INOCENTE. Simples! Depois, os jurados seguem sua vida normal. Acontece que nem sempre é assim, e “A Jurada” vem mostrar uma outra versão dos fatos.

Como foi dito, Annie Laird (Demi Moore) foi convocada a participar, como jurada, do julgamento de Boffano, criatura mafiosa e principal suspeita da morte de um homem e de uma criança. Todas as evidências se convergiam contra ele. Contudo, acreditando no seu poder de manipular, Boffano se vale do seu comparsa (Alec Baldwin) para ameaçá-la,  impondo à jurada a realização de uma tarefa super complicada que colocaria em jogo a vida do menino Óliver, seu filho. A tarefa consistia no fato de Annie ter que convencer o restante dos jurados a votarem a favor da absolvição de Boffano, quem ela acreditava plenamente ser o culpado do crime. Depois de muito tempo vivido sob tensão, Annie consegue convencer os jurados, sem antes ter deixado de ser bastante retrucada, pois todas as provas só apontavam contra Boffano.

Uma componente do júri chegou a perguntar quem dali tinha filhos, pois só assim entenderiam o medo dela, como avó, de ter que conviver com o tal criminoso caso ele fosse inocentado. E o argumento crucial da artista plástica foi: “Se não há provas que comprovem que Boffano cometeu esse crime, se existe uma dúvida razoável, temos que deixá-lo livre. Mas se torcermos a lei, mesmo um pouquinho, com a melhor das intenções, então ela perde todo o seu poder. E meu filho correrá mais riscos do que antes e os seus netos também”. E, a partir dali, todos foram levados a inocentar o criminoso, que foi absolvido.

Após esse ponto do filme, começou a desenrolar uma história com mais ação e suspense. Annie queria acabar, desta vez, com os mafiosos que a manipularam. Vale à pena assistir até o desfecho dessa história que nos prende do início ao fim.

SUGGERERE

30 jan

Categoria: Livro

O CASTELO

“O Castelo”, de Franz Kafka, narra a peleja de K. que, ao ser chamado para trabalhar numa vila europeia como agrimensor, tenta se estabelecer dignamente naquele local, exercendo a função para a qual ele foi designado.

Contudo, logo de início, K. percebeu que não seria fácil a vida no novo lugar, pois, antes de conseguir pernoitar pela primeira vez na estalagem da ponte, ele é humilhado por Schwarzer que alegou ser filho do castelão. Dentre outras coisas, Schwarzer disse que, para se alojar naquele lugar, K. precisava de uma autorização do Castelo, de onde vinham as ordens supremas responsáveis pela boa administração da vila. Apesar do ocorrido, K. conseguiu provar ser agrimensor contratado pelo Castelo.

A fim de saber como seria iniciado seu trabalho e sob quais condições ele seria submetido, K. sai a procura do caminho do castelo para arrazoar com os seus superiores. No caminho, ele começa a observar a vila e percebe sua solidão ali e com que frieza e resguardo é levada a vida naquele lugar. Vencido pelo cansaço, K. retorna a estalagem da ponte. Lá, ele recebe uma carta de admissão do chefe do departamento x – Herr Klamm -, permeada de ambiguidades. Isso só fez aumentar a vontade dele ter uma acareação com Klamm, vontade muito criticada pelos moradores da vila.

Daí, através do prefeito, menos importante e, portanto, mais solícito (percebemos aqui uma das várias críticas proferidas no livro), K. fica sabendo que, na verdade, a contratação de seu serviço não passou de um erro burocrático da administração, representada pelo castelo, e que, portanto, se ele quisesse trabalhar na vila, teria que ser noutro emprego e não na agrimensura, tarefa não precisada pelo Castelo e, consequentemente, pela vila. K., obviamente, se sente lesionado e percebe que um trabalho mal feito, ou seja, que não se utiliza bem do sistema burocrático, pode decidir a vida de um ser humano.

Talvez querendo justificar o grave erro cometido, o prefeito ainda tenta descrever o trabalho de Sordini, um dos responsáveis pelo equívoco: “Ele não pode descer até aqui, está acumulado de trabalho; pelas descrições que ouvi da sala dele, todas as paredes estão cobertas com pilhas de documentos amarrados, uma pilha sobre a outra; são somente os documentos que Sordini está utilizando no momento e como pacotes de papéis estão sendo continuamente retirados e novos trazidos, e tudo com muita pressa, essas colunas estão sempre caindo sobre o assoalho e exatamente esses estrépitos perpétuos, as pilhas caindo umas sobre as outras, é que vieram a distinguir a sala de trabalho de Sordini”.

Como vocês puderam perceber, a crítica principal feita por Franz Kafka é lançada contra a má utilização da burocracia. Contudo, ele não deixa de analisar outros pontos também pertinentes e atuais (apesar de ter sido escrito em 1922), oriundos das relações sociais: alienação, submissão, corrupção etc.

K. é categórico ao inferir daquela realidade: “Muita coisa aqui parece ter sido ordenada de tal forma a assustar as pessoas, e para um recém-chegado os obstáculos parecem absolutamente insuperáveis. Talvez a aparência não corresponda à realidade, na minha posição me falta imparcialidade para chegar a uma conclusão sobre isso, mas preste atenção, há às vezes, afinal, oportunidades quase em desacordo com a situação geral, oportunidades em que, por meio de uma palavra, um olhar, um sinal de confiança, se pode conseguir mais do que por meio de esforços exaustivos a vida inteira”.

Paro a descrição e análise da história por aqui, para que não vos apresente os detalhes dignos da leitura íntegra.

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NÚMERO DE PÁGINAS: 446

PRINCIPAIS PERSONAGENS: K., SCHWARZER, ESTALAJADEIRO(HANS), ESTALAJADEIRA(GARDENA), FRIEDA, KLAMM, O PREFEITO, O PROFESSOR, ARTHUR, JEREMIAS, BARNABÁS, OLGA, AMÁLIA, PEPI, GERSTÄKER.